A Nobre Arte de Administrar Gente

Convido-os a refletir sobre gestão. O mundo hoje fala em gestão “com” pessoas e não em gestão “de” pessoas, apesar de existirem aqueles que gostam de ser gerenciados, ou seja, se a liderança for limitada, limitado ele estará e seu processo de desenvolvimento estará fadado à estagnação, assim estamos falando de um modelo convencional de gestão. Por outro lado, você pode gerenciar “com” as pessoas, fornecendo-lhes instrumentos e recursos que lhes possibilitem crescer pela responsabilidade delegada e não abdicada, mas, infelizmente, em algumas organizações, este modelo foge aos padrões e, consequentemente, o processo natural de desenvolvimento das empresas fica engessado, talvez porque algumas pessoas não estejam preparadas para essa mudança que vem romper com os velhos paradigmas.

Lembram-se do Pach Adams? É! Aquele médico que deu origem a um filme com o mesmo nome, interpretado pelo Robin Williams – Ele fugia dos padrões da medicina convencional e descobriu que sorrir liberava endorfinas – um neurotransmissor capaz de aumentar a resistência orgânica – e que, portanto, era vital na recuperação dos pacientes. Então, ele se vestia de palhaço e brincava com as pessoas para fazê-las sorrir, mas foi perseguido pelo Conselho de Medicina e era duramente repreendido pela direção do hospital por seus métodos anti-convencionais utilizados para a recuperação de pacientes com câncer.

Assim, dentre as inúmeras competências necessárias para ser um bom líder, é essencial ter como princípio fundamental o respeito pelas pessoas – independente de cultura, status social, raça, religião ou opção sexual – a ética e uma boa dose de humor. E, embora saibamos que a atividade de gestão não se resume a estas características, pelo contrário, é muito mais complexa, pode vir a ser um diferencial para ocupar uma posição de destaque e obter excelentes resultados.

Mas de que tipo de gestor estamos falando? Qual é o modelo ideal? Não podemos esquecer que as pessoas são únicas, não existe ninguém como eu ou como você, o que existe é você mesmo e todo o pacote que lhe acompanha desde a sua concepção: suas qualidades, seus defeitos, suas potencialidades e limitações e pronto! Para ser especial você não precisa ser como os outros tampouco querer que os outros sejam como você, basta saber que você é único.

Confesso que sinto um desconforto particular ao ver determinados líderes exigindo de suas equipes entusiasmo, no entanto, cumprimentam-nas de maneira fria, distante, apenas reagindo a um estímulo, conforme explica a teoria de Newton (estimulo – resposta), um oi para cada oi e acabou!

Se ser gestor significa abrir mão de ser “você mesmo” com todas as suas características, suas qualidades, seu talento, e também, seus defeitos, então pense bem antes de aceitar o desafio de sê-lo – ser simples, ficar mais próximo das pessoas, ajudá-las quando preciso, resgatar a auto-estima e a dignidade de quem acredita tê-las perdido, mostrar um caminho. Essa talvez, embora não seja a atribuição principal do gestor moderno, certamente é a mais nobre. Não estamos falando de paternalismo, mas do líder atuando como coach, considerando o foco cada vez maior que deve ser dado no alinhamento entre as necessidades pessoais e os objetivos organizacionais.

Desse modo, ao assumir a responsabilidade de liderar uma equipe, o gestor deve estar consciente de seu papel. Assim, não seja frio, apagado, discreto e sem expressão, não rompa com as suas origens, com o seu “dom” maior, com o seu entusiasmo!

Aliás, para quem não conhece a etmologia destas palavras, vamos lá: Ela advêm do grego e significa: (Dom = Chamado) e (En + tusi + asmo = Dentro + Você + Deus). Logo, esse é o chamado de Deus que habita dentro de você. Portanto, não rompa com o seu Deus!

E, para finalizar, gostaria de compartilhar um ensinamento que aprendi com um amigo particular e também um guru de RH. Hoje habita entre nós em forma de prêmio. Isso mesmo! Virou prêmio: TROFÉU LUIZ CARLOS CAMPOS. Certa vez, ele me disse: – SNIOP!

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Traduzindo para o português: “Salve-se da Nefasta Influência das Outras Pessoase jamais esqueça a sua verdadeira essência. Seja o melhor que você puder ser. Faça o melhor que você puder fazer. A sua equipe agradece!

Nelson Vieira é Master Coach pela ECA (European Coaching Association) e GCC (Global Coaching Comunity) e pelo BCI (Behavioral Coaching Institute) e pelo ICC (International Coaching Council), palestrante Comportamental e psicólogo clínico e organizacional, especializado em Gestão de Pessoas pela FGV, Visite o site www.nelsonvieira.com.br.